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Março 12

As crianças que brincavam ali, naquele parque, nem desconfiavam. Muito menos as pessoas que passavam como vultos por nossa volta. Nem sabiam que naquele momento, embora fossemos três, para mim só haviam duas pessoas no mundo. O fato é que em coração apaixonado não se manda e o seu corpo também fica fora de controle quando certa pessoa está na sua frente. Foi a 6 anos atrás, quando ainda namorávamos a distância, eu fui ao centro resolver alguns problemas. Acontece que naquele dia e naquela tarde, sem aviso ou qualquer tipo de preparação eu me encontrei com você. Eu que pedia tanto para que um dia te encontrasse e naquele momento que você estava diante dos meus olhos eu mal pude acreditar.

Meu coração tamborilava no peito e minhas pernas mesmo sem eu querer temiam em seguir o ritmo. Em cada olhadela de lado que via o seu rosto eu murmurava para mim mesmo dizendo “não posso acreditar“. As vezes fico lembrando dessa época e sinto saudades. O coração se acostuma e o corpo se adapta a certas emoções. Sinto saudades mas não porque algo mudou, a ansiedade de se ver ainda está lá, assim como a saudades, o nervosismo.. mas o corpo já aprendeu como lhe dar com essas sensações e já não sofre tanto os sintomas. Sinto saudades do meu corpo inexperiente, da minha falta de coragem em segurar a sua mão e de olhar no seu olho. O 12 de março fica registrado pra mim como o dia em que coisas tão banais se tornam quase sagradas, a exemplo daquele prédio que eu te abracei, o banco de parque, a parada de ônibus e o nosso primeiro beijo (sim, foi um beijo) são coisas que não vão sair da minha cabeça.

São lugares que me lembram do quanto eu amei aquele dia em que quase morri de felicidade, o quanto amei te ver e o quanto te amo até hoje.

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