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Todos itens paramarço, 2012

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Nosso especial 12 de março

Todos os dias eu saia de casa às seis da manhã. Encontrava meu primo na integração e íamos juntos para o cursinho. Nesse dia eu acordei super atrasada e sai correndo. Meu cabelo mal penteado, eu mal vestida, me odiando total. Não pensava em outra coisa se não “Droga, por que me atrasei?”. No segundo ônibus sentou um homem estranho do meu lado e eu continuei resmungando em pensamento: “Se eu não estivesse atrasada quem sentaria do meu lado seria meu primo.”

Cheguei no cursinho esbaforida com medo que a aula tivesse começado, mas tinha quase ninguém. Meu primo já tava lá e assim que me viu me deu um bilhetinho que minha tia me mandara:

(o apelido que ela me chama), por favor, vá com seu primo até a EMTU para ele carregar o Passe-Fácil dele. E bla bla bla (não lembro do resto)

Isso porque eu e meu primo não conhecíamos muito bem o centro do Recife e nem ele nem eu sabíamos o caminho do cursinho até a EMTU. Sorte que uma algumas pessoas iam pra lá também. Era aniversário de Recife (e Olinda). Não tínhamos certeza se estaria funcionando. No horário que íamos pro cursinho ainda tava tudo fechado, não dava pra saber se o comercio funcionaria nesse dia.

Assim que a aula terminou, nos juntamos e seguimos pra lá. Eu lembro que algumas lojas estavam abertas. No meio do caminho eu me desliguei. Me imaginei encontrando Miel por ali. Fazia um tempo que eu orava pedindo confirmação a Deus e o sinal era ver Miel em um dia improvável em que eu menos esperasse. Enquanto eu caminhava, me afastei do grupo. Ainda pensando, senti no meu coração: “VOCÊ VAI VER MIEL”. Aí uma amiga me chamou e foi como se eu tivesse acordado de um sonho. “Tá surda, é Ana?” minha amiga perguntou. Eu só sorrir. Ela se despediu.

Enquanto meu primo conversava, eu continuei andando sozinha atras. Quando olho pro lado, passam por mim duas meninas usando a farda da ETEPAM. Senti no meu coração de novo: “ISSO É UM SINAL”. Na época Miel fazia curso técnico na ETEPAM. e uns dias antes eu até tinha perguntado a ele se teria aula pra ele, já que era feriado, mas teve aula pra mim.

Quando finalmente cheguei no local, entrei de cabeça baixa e pensei: “Ele tá aqui dentro”. Segui meu primo e um amigo dele até a ultima fila. Foi o tempo de pegar algo na bolsa e levantar a cabeça. Vejo Miel vindo na minha direção. Não acreditava. Meu coração acelerou. Ele me abraçou, mas eu tava tremendo tanto que não consegui abraça-lo por muito tempo.

Depois dali ainda conversamos por horas, mas claro que com o meu primo do lado. Porém não importava. Ainda bem que meu primo tava lá. Porque eles se conhecem a mais tempo que eu. E como eu estava super, hiper, mega, ultra nervosa não ia conseguir falar nada.

Hoje completam três anos desse dia mágico. E toda vez que me lembro dele, é como vive-lo de novo.

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