Sentir é Criar Menu

Permalink:

Há males que vem pro bem

Eu acredito que quando está dando tudo errado é porque algo muito bom irá acontecer. Que para darmos valor a algo que queremos muito, temos que passar por provações.

Era trinta e um de dezembro de dois mil e nove. Faziam mais ou menos três meses que eu não falava com miel. A última aparição dele nesse mundo virtual, que a gente fazia nosso, foi um post de final de ano, nesse mesmo blog. Todos os anos minha família e eu íamos passar o réveillon na Paraíba. Neste ano não seria diferente. No final da tarde começamos a nos organizar pra viagem, todo mundo empolgado.

O carro que ia nos levar chegou umas oito e meia da noite, eu não estava totalmente pronta, então tive que me apressar pois o homem não ia esperar muito. Nessa pressa, o fechecler (ou zíper) da minha saia se quebrou. Tentei não ficar desesperada, tirei a saia pra concertar, mas não deu muito certo, fora que eu estava na pressão de ser apressada. Minha tia estava esperando o marido chegar do trabalho para eles irem, então eu vi a solução de ir depois com ela. Mas, só depois que o carro foi embora foi que fiquei sabendo que ela só iria no outro dia. Tudo bem, não tava com tanta vontade assim de passa réveillon na Paraíba, podia ir no outro dia sem problema, afinal eu tava com meu celular e podia fazer ligações para os amigo e para Miel. Engano, meu celular tinha ido no bolso do meu pai. Agora senti que meu réveillon seria triste. Liguei chorando pra mainha e contei o que havia acontecido. Vim pra casa com a minha mala e debulhando em lagrima. Eu perguntava a Deus porque aquilo tava acontecendo. Cheguei em casa e coloquei meu pijama.

Logo em seguida mainha chegou me chamado pra ir com ela à praia, confesso que não gosto dos ambientes que mainha frequenta e eu decidi ficar em casa. Ainda sim, enquanto ela se arrumava ia tentando me convencer de ir com ela e eu continuava chorando. Quando me acalmei, desci e fiquei conversando com mainha. Quando ela já estava quase pronta, eu fui subindo pro meu quarto pra dormir quando senti Deus falando comigo nitidamente: “A sua vitória vai chegar”. Virei pra minha e disse: “Vou à igreja”.

Eu conseguir concertar o fechecler da minha saia, me arrumei e fui à igreja. Ainda não tinha muita gente, então o pastor começou a chamar as irmãs para ir cantando enquanto as pessoas e iam chegando. Todas elas leram versículos antes de cantar e todos falavam a mesma coisa: “A sua vitória vai chegar” eu sentia que era pra mim e sabia muito bem que vitória era essa. As letras das músicas também falavam comigo. Perto da meia noite, o pastor convidou a igreja para orar e enquanto orávamos e agradecíamos a Deus, dois mil e dez chegou.

Quando o culto terminou eu vim pra casa e fiquei vendo tv até que dormi. Quando acordei tinha uma janelinha do meu msn piscando, era Miel me desejando um feliz ano novo. Ele já estava off, então não pude conversar com ele. No domingo, dia três, depois que voltei da escola dominical, finalmente encontrei miel on line. Conversamos. Na segunda ele falou em vim aqui. E na terça, no dia cinco de janeiro, ele finalmente veio aqui,  nervoso, com medo do meu pai (normal, inho), mas ele nem sabia que todo mundo só tava esperando ele vim.

Finalmente a espera de um ano e três meses acabou. Agora podíamos nos tocar, podíamos ficar juntinhos como desejávamos tanto. Muitas coisas impediram que isso não tivesse acontecido antes, mas acredito que Deus permitiu tudo, porque ainda não era o tempo. Esse era o tempo. A hora tinha chegado. Nos amávamos verdadeiramente e conseguimos isso à distancia.

E por tudo que passamos, damos muito valor a cada momento nosso. Conduzimos o nosso relacionamento com maturidade, sabendo ouvir, sabendo reconhecer, sabendo esperar, sabendo respeitar.

E no final do ano passado, fomos juntinhos passar réveillon na Paraíba. O lugar que sempre vou com a família é a 1º Igreja Batista de Jampa.

  • Que liindo Ana, Deus é assim mesmo, sempre quer o melhor pra nós.
    Que vocês sejam mt mt mt felizes.
    Beiijos